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2002: Em terras orientais, o amuleto de Felipão para o Penta

Anderson Polga atuando na vitória do Brasil por 5 a 2 contra a Costa Rica. Creditos: cbf.com.br

Nesta sexta-feira, 22 de junho, no Estádio São Petersburgo, o Brasil encara a Costa Rica, em partida válida pela segunda rodada do grupo E da Copa do Mundo.  O adversário traz boas recordações aos admiradores da amarelinha. A equipe da CONCACAF esteve no caminho vitorioso da Seleção na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul.

Em 2002, o Brasil chegou ao seu pentacampeonato mundial. Com uma campanha de sete vitórias em sete jogos, a equipe comandada por Luis Felipe Scolari reconquistava o mundo. Entre os personagens daquela façanha, Anderson Polga era o representante gremista em terras orientais.

Seguindo o legado de defensores gremistas na Seleção, oriundo da base, Polga teve o início de sua caminhada no Grêmio em 1999. Treinado por Claudio Duarte, o jogador se destacou pela regularidade e começou a galgar espaço dentro da equipe. Em 2000, foi peça fundamental na caminhada da equipe até a semifinal do Campeonato Brasileiro. Na campanha, no dia 27 de agosto de 2000, marcou o gol da vitória contra o Corinthians no Morumbi.

O grande salto vem em 2001. Com a chegada de Tite para o comando técnico do Grêmio, o zagueiro assume a liderança do setor gremista e cresce com a camisa tricolor. Conquista o Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil. Além dos títulos e da regularidade em suas performances, também tinha destaque pelos gols marcados. Entre esses, balançou as redes do Monumental de Núñez na vitória de 4 a 2 do Grêmio contra o River Plate, pela Copa Mercosul.

As atuações chamaram a atenção de Luis Felipe Scolari. O treinador – chamado às pressas pela CBF, tentava arrumar uma seleção que tinha inúmeros tropeços no meio das Eliminatórias – tinha no zagueiro uma peça para a remontagem da equipe. No ano seguinte, em 2002, participou da campanha gremista na Copa Libertadores da América. Contra o Olímpia, o Grêmio parou na semifinal, em uma partida que gera polêmica até hoje. Com a boa campanha, foi convocado para a Copa do Mundo do Japão e Coreia do Sul.

No dia 13 de junho, em Suwon, na Coreia do Sul, Anderson Polga foi titular da equipe no confronto com a Costa Rica. Vitória por 5 a 2. A amarelinha estava classificada para as oitavas de final. Depois a narrativa vitoriosa fala por si. Bélgica, Inglaterra, Turquia e Alemanha ficaram no caminho. Brasil era campeão do Mundo. Pentacampeão. Assim como Everaldo em 1970, era mais um defensor gremista que ajudava a Seleção a chegar ao patamar de hegemonia no futebol mundial.

Voltando ao Brasil, no Grêmio, ajudou a equipe a conseguir a classificação para a Copa Libertadores do próximo ano. Em 2003, vai para o Sporting, de Portugal, onde começa trilhar sua carreira na Europa.

Quando a bola rolar para Brasil x Costa Rica, lembraremos de Anderson Polga. Vindo da base gremista, conquistou o mundo enquanto poucos acreditavam. Campeão no Grêmio, campeão na Seleção. Personagem da história do futebol nacional.

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