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🗞️ Gabriel Lauxen

A reformulação do Grêmio na parada para a Copa

A grande mudança do Tricolor para o segundo semestre

Foto: Lucas Uebel, Grêmio

A Copa do Mundo da Rússia será determinante para as pretensões azuis no segundo semestre. É o divisor de águas para o clube que encantou o Brasil até Maio, mas que perdeu peças importantes ao final do quinto mês, e meados de Junho.

O Grêmio sabe que os 10 dias de férias e a volta – com cara de pré-temporada – serão os dias-chave para que o Tricolor recupere jogadores fundamentais, hoje lesionados, bem como encaixe peças que ainda parecem estar precisando de um certo ajuste, aquela sintonia fina com o restante do grupo.

Se pelas bandas do Castelo do Humaitá reina soberano o Imperador Jael, hoje um dos xodós da massa azul, André ainda passa por período de adaptação. Ao menos dentro da cancha, o centroavante ainda não teve o desempenho esperado. Desempenho aliás que Jael já tem, e justamente por tê-lo, contra a maioria dos diagnósticos dos ditos entendidos da bola, é que a torcida vê no Cruel o desafogo do ataque Gremista.

Já na parte central do certame, a bola tem rolado com total confiança. Nunca antes na história do Grêmio recente, registrado por câmeras ao menos, viu-se uma meia-cancha tão alinhada, tão cadenciada, convicta, tranquila e, principalmente, coesa. Arthur e Maicon entregam certezas, sem a necessidade de qualquer retoque. E os suplentes por ali também têm qualidade.

Jailson se vai ao mundo, mas deixa um Michel e um Cícero ao dispor de Renato. Sem contar Thaciano, que apesar de ser um segundo ou terceiro homem de meio, surgiu como uma grata surpresa nas últimas partidas. Portaluppi mesmo disse que o volante é meia e é jogador de lado quando quiser ser.

Se a lateral-direita preocupa, visto que imortal só o Grêmio é, e Léo Moura terá vida útil dentro das competições, a lateral esquerda parece bem servida com o surpreendente Cortez. O canhoto tem crescido a cada jogo e não tem deixado espaço para Marcelo Oliveira, que vem sentindo lesões mesmo sem participar. O certo é que, o que se busca na Arena nas contratações desta janela, passam invariavelmente por um suplente definitivo à altura de Léo Moura.

Léo Gomes contribuiu bem, Madson teve leve melhora, mas os dois ainda não complementam o estilo de jogo que Renato precisa. Falta algo ali.

A zaga vai bem demais. Kannemann assumiu a responsabilidade de Geromel e tem deixado Bressan em tranquila situação para desenvolver bom futebol. É notável a ascendência do antes contestado, e hoje mais afirmado suplente. Paulo Miranda teve boa participação, porém tem sofrido com lesões que preocupam a comissão técnica. Deve vir reforço pra zaga nesta parada.

Os destaques da reformulação do Grêmio estão em casa. Se antes se pensava em contratar aos lotes, hoje o Grêmio pode se dar ao luxo de reformular sem contratar. Luan claramente precisa de descanso. Voltará melhor das merecidas férias. E o último 10?

Dos pés de Douglas, o Maestro, surge a esperança incerta da torcida Gremista, a ser tratada como grande contratação para a continuidade do ano. Quase 1 ano e meio de parada deixaram a torcida esperançosa e ao mesmo tempo desconfiada do que pode vir a ser o verdadeiro 10 raíz remanescente do futebol brasileiro. Mas a torcida pode ficar tranquila. Da parada para a Copa, ressurge um atleta recuperado e focado naquilo que o Grêmio precisa para repor a falta de Luan, quando for necessário.

A reformulação do Grêmio será total. Será física, principalmente. Cabe lembrar que nossos jogadores foram punidos pelo sucesso de terem que jogar um Mundial de Clubes. Voltaram às pressas para recuperar a hegemonia das terras de São Pedro e vencer um Gauchão desacreditado por parte de quem “achava” que estava tudo perdido. Ganhar o gauchão era imprescindível para a confiança do restante do ano. Renato bancou. Os jogadores honraram.

Saídas? Só Jaílson.

Chegadas? Várias. De dentro, de quem se recupera, principalmente.

Agora, cabe ao Grêmio e sua comissão técnica aproveitarem de forma excelente os dias de descanso e trabalho para ajustar os pequenos detalhes que separam a melhor equipe dos últimos anos de ainda mais títulos.

A reformulação do Grêmio para Julho será resiliente: voltar ao que é, um Grêmio encantador.

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