Conecte com a gente

📰 Colunistas

Dimitri Barcellos: “Sem meias palavras, é a hora da base”

Se os mais experientes não conseguem render bem, que as chances sejam dadas a quem é de casa

Foto: Mariana Capra, Sport Club Internacional

Mesmo com a excelente sequência de 10 partidas invictas, era notável que o Inter ainda precisava de ajustes. O próprio Odair Hellmann salientou isso em coletiva após a derrota para o América-MG. Mais do que mudanças de ordem tática, algumas peças do time necessitavam – e ainda necessitam – de uma reavaliação sobre a sua titularidade.

William Pottker não consegue dar resposta semelhante ao que se via no início do ano e em seus bons momentos na Série B. Lucca teve um bom começo, mas parece ter atingido seu teto. Dois jogadores que davam indícios de serem os diferenciais, acabam por deixar a mecânica de jogo previsível. Opções imediatas, Rossi não foge às características de ambos e Wellington Silva sofre com lesões constantes. Edenílson é outro que parece não encaixar nas exigências da equipe. Na zaga, as alternativas a Cuesta e Rodrigo Moledo não passam segurança.

Com pouco dinheiro para contratações, a solução está em casa. É a hora da base brilhar. Olhando as últimas atuações da equipe sub-20 e Aspirantes, fica claro que há jogadores que não precisam de mais tempo nas categorias inferiores. Bruno Fuchs, Nonato, José Aldo, Richard e Netto estão prontos e, coincidentemente, ocupam os setores mais carentes do elenco principal. Fábio Alemão, Roberto e Ronald também. Bruno José é mais um que pode ser pensado com carinho.

A maturação não se dá somente jogando campeonatos de base. O nível de exigência já é baixo demais para essa gurizada. Eles precisam dar o próximo passo. A régua precisa ser mais alta, ou irão estagnar. E dar chances entre os profissionais é o que os farão dar frutos para o clube. Chega de protecionismo. A avenida está liberada e o Celeiro de Ases pede passagem.

Qual a sua opinião?

Mais em 📰 Colunistas