Conecte com a gente

🌎 Copa do Mundo 2018

Giovane Santayana: “o que o título francês ensina ao futebol?”

Copa da tecnologia mostrou outros pilares importantes que sobram nos franceses

França campeã do mundo
Foto: Reprodução, Twitter @equipedefrance

Foi mais do que merecido. A França confirmou o favoritismo e goleou a Croácia na final da Copa do Mundo 2018. O jogo até me surpreendeu, principalmente no primeiro tempo. A Croácia foi melhor nos 45 iniciais. Mas a partir da segunda etapa, a França fez algo muito semelhante à partida que, na minha opinião, virou a chave da equipe nesta Copa: o jogo contra a Argentina, nas Oitavas-de-Final. Ali, a França alcançava outro patamar. Passava de uma simples boa candidata, para o nível de favorita. Com personalidade, fazendo gols, buscando o ataque. Da maneira que foi hoje.

A França bicampeã do mundo não chega a ser uma seleção revolucionária, uma máquina de jogar futebol. Mas nos ensina muito pelo espírito. Pelos jogadores de personalidade forte e marrentos, como Pogba, pelos gênios, como Mbappé, pelos excelentes como Griezmann, e pelos competentes, e aqui destaco o mérito de Didier Deschamps. O treinador francês soube montar um time frio, que não se abate em nenhum momento e em boa parte do jogo, busca atacar.

O futebol mudou. Força, velocidade e equilíbrio emocional são três dos grandes pilares que moldam este novo momento dentro das quatro linhas. O título francês nos ensina isso. Ganhou o time de mais personalidade, de mais força e qualidade. Sem grandes problemas, sem deixar as coisas para depois: a França ganha a final de 2018 goleando a Croácia por 4 a 2 nos 90 minutos, depois de quatro copas decididas na prorrogação ou nas penalidades. A Copa da tecnologia deixa outro legado, foi a Copa da personalidade, a Copa em que os pequenos superaram os grandes, a Copa representada por uma seleção que soube unir todas estas características e é a merecida campeã. Allez les bleus!

Qual a sua opinião?

Mais em 🌎 Copa do Mundo 2018