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Giovanni Andrade: “Mais uma final da dinastia Simeone”

Após seis anos, comandante tem a chance de vencer outro título pelo Atlético de Madrid

Argentino é o símbolo do futebol jogado pela equipe de Madrid
Foto: Alex Marín, Atlético de Madrid

O Atlético de Madrid alcançou a quarta final continental em sete anos. É um feito histórico e atualmente, só igualado pelo rival Real Madrid. O grande responsável por isso todos sabemos quem é. Por mais que o time tenha atletas de qualidade, o destaque individual vem da casamata. Pelos colchoneros, já foi jogador, capitão, ídolo e como treinador, consegue ir além. Torcedores, aplaudam Diego Simeone.

O comandante desembarcou na Espanha em dezembro de 2011. Naquela momento, tinha moral por ter sido campeão argentino pelo Racing e River como técnico. No primeiro ano na nova casa, Simeone comandou a equipe para o título da Liga Europa 2011-12. Colocou na história uma equipe espetacular que tinha: Courtois; Juanfran, Godín, Miranda e Filipe Luís; Mário Suárez, Gabi, Adrián López, Diego Ribas e Arda Turan; Falcão Garcia. Junto com o caneco, o time foi o ataque mais efetivo da competição com 33 gols.

Desde então, os Colchoneros ganharam a Supercopa da Espanha em 2012, a La Liga em 2012-13, a Copa do Rei 2012-13 e a Supercopa da Espanha de 2014. Além disso, disputaram duas finais de Champions League contra o Real Madrid, saindo derrotados em ambas. Todo esse trabalho rendeu ao argentino o prêmio de melhor treinador do mundo em 2016 pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol).

A final desta temporada da Liga Europa é mais um exemplo da capacidade de Simeone. Com um sistema tático brilhante e resguardado, sobreviveu a semi-final contra o Arsenal, com um a menos, no Emirates Stadium. É um time com a cara de seu treinador. O trunfo está na sua capacidade de saber sofrer e se defender, a procura de um contragolpe fatal. É difícil fazer gol nos madrilenhos. Tanto que a equipe não é vazada no estádio Wanda Metropolitana há 11 jogos.

Para a decisão do dia 16 de maio, no Stade de Lyon, na França, os espanhóis são os favoritos, mesmo sem seu técnico na casamata. Apesar da qualidade do time de Marseille, o Atlético atingiu outro patamar no cenário europeu. Nós últimos anos, disputava as cabeças da Champions League. Em um cenário inferior, crescem as chances de título. Se a taça vier, já sabemos quem foi o mentor da conquista.

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