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Alexandre Ernst: “Saudade, velho amigo”

fernandão

Te busquei no aeroporto. Gritei teu nome forte na arquibancada. Comemorei como um louco quando tu marcaste o gol mil – e aqui te peço desculpas por estar pulando na arquibancada do Gigante quando poderia estar orando contigo, de joelhos, por tu seres nosso. Nosso!

São poucos os que usam ou usaram a primeira pessoa do plural de forma tão mágica, majestosa, sublime. Tu mal sabias que nos daria a América. O Mundo. Transformarias o patamar do Sport Club Internacional. Faria com que o sonho do início da década de 1980 se transformasse em realidade. Mas tu sabias que era nosso!

Todas as vezes que corrias em direção à arquibancada batendo a mão no lado esquerdo do peito, espalmada no distintivo. Tu sabias que eras nosso! Todas as vezes em que ganhaste no Beira-Rio e veneraste a nação vermelha, fizeste porque tu sabias que eras nosso! Quando completaste a missão de Rafael Sobis no dia 16 de agosto de 2006! Quando conduziste a maior recepção que um clube de futebol já teve no Rio Grande do Sul, incendiando a BR-116, atravessando a Grande Porto Alegre até o Beira-Rio, em horas eternas para todos os Colorados. Quando regeste o coro de milhares no retorno de Yokohama! Tu o fizeste porque eras nosso!

Impossível não lembrar de ti ontem, hoje, sempre. Ainda que saibamos que ídolos não morrem, tua ausência faz falta. Os gols. O respeito pelo manto. A história que ninguém apaga. As vezes em que rimos e também as que choramos juntos. Vai ser assim por muitos e muitos anos. Mas sabemos que, nos menores cantos do Beira-Rio, tu estás conosco. Porque tu és nosso! Saudade, velho amigo!

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