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Juliano Britto: “O Kannemann tem que ser nosso para sempre”

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Depois de muitos anos apareceu alguém que parece a gente dentro de campo. Alguém sem medo de nada e ninguém. Alguém que realmente se importa com as coisas ruins que acontecem com o clube. Ele nasceu para vestir a nossa camisa. Ele é perfeito pra ela. Tá bem, eu sei que é clichê mas não tem como falar sobre raça, garra, indignação e não lembrar de WALTER KANNEMANN. Através dele recuperamos aquele Grêmio que estava escondido em algum canto da Arena, ou até mesmo do Olímpico. Recuperamos o orgulho de ser gremista na essência. Um orgulho que vinha sendo ferido ano após ano, dia após dia. Entre divididas de bola, cabeças cortadas, sotaque gringo e samba brasileiro no pé, descobrimos que o nosso zagueiro canhoto, é a personificação do que significa a expressão “Grêmio Copeiro.”

O Kannemann ébcopeiro. O Kannemann é a Libertadores em pessoa. O Kannemann é um carrinho bem aplicado no adversário. O Kannemann é uma noite de Copa com camisa manga longa e neblina. O Kannemann é o alento de uma Arena lotada. O Kannemann é o orgulho de poder bater no peito e dizer que é gremista, pois sabemos que lá dentro de campo, temos o Walter para defender as nossas cores.

Há muito tempo eu não enxergava dentro de campo alguém como se fosse eu jogando. Fosse eu lá, não existiria bola perdida e minha cabeça sangraria a cada dividida de bola. Afinal, é o Grêmio poxa! Eu não aceitaria perder nenhuma bola. Kannemann demonstra isso. E vejam bem: ele não precisa de marketing pessoal, erguer caixão do adversário ou debochar no microfone. Ele é apenas o Walter. Aquele argentino maluco, que veio lá do Atlas do México erguer um muro ao lado do seu parceiro Geromel.

Eu desenhei na pele essa parceria, tenho os dois no meu braço. Uma dupla inesquecível, imbatível. Tenho vários heróis na minha trajetória. Desde pequeno me senti seguro no meio dos meus heróis Rivarola, Danrlei, Paulo Nunes e cia. Eu queria ser o Goiano ou Arce assim como os meus amigos queriam ser o Batman ou Hulk.

Kannemann é nosso amigo. É dos nossos. Kannemann é tão nosso, que nem me passa na cabeça a imagem dele vestindo outra camisa. Eu apaguei da minha memória ele de camisa do San Lorenzo e do Atlas. Só lembro da nossa. E veste tão bem nele, né? Celeste ou tricolor, branca ou de treino, o Walter nasceu para ser nosso.

Eu fico meio nostálgico quando qualquer assunto sobre transferência envolvendo jogadores do Grêmio surge na mídia. Sabemos que a chance é mínima de saída dele devido às informações que recebi, porém não custa reforçar, né? Não custa fazer uma cartinha humilde e sincera, declarando tudo o que esse cara significa pra gente. Perder Kannemann seria uma tragédia. Seria uma catástrofe. Não ter mais o Walter na Arena, é o mesmo que levar um fora da namorada. É fim de casamento, é amar e não ser correspondido. Que daqui uns anos o Walter seja muito feliz. Porém, ainda precisamos dele aqui defendendo o nosso orgulho que fica cada vez maior quando ele pisa no gramado da Arena. Obrigado por ser tudo o que a gente imaginou que seria. Obrigado amigo Kanne.

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