Conecte com a gente

🗞️ Alexandre Ernst

Alexandre Ernst: “E se o 3-5-2 for a ‘liga’ que falta, Odair?

Inter

Zeca e Lucca foram anunciados e já conheceram o Beira-Rio. Vencemos a concorrência de grifes como Flamengo e Corinthians pelo primeiro. O outro, Odair Hellmann recebe com a esperança de que volte a ser o atacante ambicioso e serelepe de Tite – com o bônus de nos desfazermos de um jogador que, além de nada ter acrescentado em pouco mais de quatro meses de temporada, estava descontente no Beira-Rio. Dos dois, especificamente, falarei em outro momento. A hora é de apontarmos para a “liga”, para o “fora da caixa”, para a “sorte passar a jogar do nosso lado”.

Só acredita em superstição quem trabalha. Há de se trabalhar e, quanto mais e mais se faz, mais sorte de tem. Pelo que se viu até agora, há trabalho. Fraco, sem resultados, inexpressivo? Bom, são predicados que deixarei para você usar nos comentários desta postagem. Quero avaliar o sistema que Odair Hellmann deseja para o Inter.

O 4-1-4-1 fez da saída de bola, com Rodrigo Dourado, previsível e lenta. Das variações de 4-2-3-1, a que deu certo tem D’Ale centralizado na armação das jogadas. Mesmo sem a necessidade de marcar, o gringo volta à intermediária defensiva, dá carrinho na lateral, faz o mano a mano com o ponta adversário. Enfim, o jogador sanguíneo que o Beira-Rio se acostumou a idolatrar. Já se percebeu, contudo, que o gringo já não pode aguentar a carga de uma série de jogos. A peça de reposição, Camilo, não passa por boa fase. Da base, Juan Alano, pelo jeito, terá uma chance como titular apenas se Donald Trump e as tropas americanas esquecerem a Síria e, por engano, invadirem o CT do Parque Gigante.

Foi em uma conversa com o Lucas Collar em meio a um Interligados que me veio o questionamento: “e se o 3-5-2 for a liga que falta, Odair?”. Cuesta, Moledo e Fabiano. Cuesta, Moledo e Klaus. Cuesta, Moledo e Dourado recuado, como líbero. O meio-campo participativo, com Iago e Zeca como alas-marcadores, a contenção de Patrick e Edenilson refinando a primeira bola para, então, D’Alessandro distribuir o jogo – Camilo, Juan, Wellington Silva, Marcinho seriam a sombra do argentino. Na frente, Nico, Pottker, Damião, Lucca, Rossi, Brenner colocariam aquela pulga atrás da orelha do treinador. Até mesmo Gabriel Dias e Fabinho suariam por uma vaguinha entre os titulares. O segundo com a chance, inclusive, de ser um ala-marcador pela direita na parceria com Iago ou jogando Zeca para o outro lado, sem perder a velocidade do ataque e a força e robustez que o setor necessita.

Volto a dizer: há trabalho e, aparentemente, há alegria no vestiário do Inter. Talvez o que esteja faltando seja a ousadia. A “liga” pode estar mais próxima do que se imagina.

Qual a sua opinião?

Mais em 🗞️ Alexandre Ernst