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Lucas Collar: “Decidi acreditar no Inter”

Colunista da Rádio Inferno opina sobre a reta final do Brasileirão

Foto: Ricardo Duarte, Inter

Quem acompanha um pouco do meu trabalho sabe que o otimismo com o Inter não é um dos meu pontos fortes. Os fracassos recentes em competições nacionais e internacionais, somados à queda para a Série B e também a não conquista dela por mais insignificante que ela seja, me fizeram um torcedor sempre receoso com os resultados colorados. O mesmo acontece nesta edição do Campeonato Brasileiro. Comecei a competição, naquele domingo à tarde contra o Bahia no Beira-Rio, só pensando na conquista dos 45 pontos para não sofrer tudo que sofri durante toda campanha de 2016, onde estive presente em todos os jogos dentro de casa e dentro da televisão nos jogos fora, além de ver todas as besteiras feitas por Argel e Roth, bem de pertinho nos treinamentos, sem poder fazer nada.

Não foi diferente em 2017. Erros e mais erros. A dolorida Série B, mas eu estava lá. Exceto no jogo contra o Criciúma por questões profissionais, mas eu estava lá. A Rádio Inferno voltou a operar justamente na derrota em casa para o Ceará, dentro do Beira-Rio, mas nós estávamos lá. Torcendo pelos pontos suficientes para retornar ao nosso lugar, de forma constrangedora e, de quebra, vendo o rival conquistar a sua terceira Libertadores da América. Não que isso faça muita diferença no nosso dia-dia como colorados, mas coloca pressão nos dirigentes, jogadores para que também deem resultado ao Inter.

A campanha no Brasileirão 2018 é excelente. Como eu disse, comecei o ano querendo os 45 pontos, mas o Inter me deixou sonhar. Um pessimista que se permitiu sonhar. Voltaremos a disputar uma Copa Libertadores da América depois de quatro anos longe da maior competição do continente, mas o nosso tamanho não nos deixa satisfeito apenas com essa conquista enorme para um time que estava no submundo do futebol no ano passado. O elenco do Inter, com essa mostra de garra, dedicação, união e tesão, nos deixou com o gosto e a vontade de gritar “é campeão” de novo. Aquele grito que nos acostumamos a dar durante toda década passada.

E mesmo que estejamos no pior momento do Brasileirão, com cinco pontos de distância para o líder Palmeiras e vindo de um empate frustrante contra o Santos, dentro de casa, depois de estar vencendo em duas oportunidades, eu me permiti acreditar no Inter. Me permiti sonhar com uma campanha praticamente perfeita nestes últimos 8 jogos. Acreditar em um grupo de jogadores e comissão técnica que resgataram o orgulho de ver o Inter jogar. Acreditar no talento de Cuesta, D’Alessandro e Nico. Na raça de Patrick, Edenílson e Moledo. Na frieza do Lomba. Na raça do Damião. É possível. Nós merecemos isso depois de todo martírio que nos acompanha desde Agosto de 2015.

Eu estava lá em todos os jogos desde a vitória por 1 a 0 diante do Paysandu, em 2004, com gol do Élder Granja, quando meu pai me associou ao clube. Eu vivi 2005. O ano mágico de 2006. A tríplice coroa em 2007. A Sul-Americana em 2008. A frustrações do centenário em 2009, mas a coroação da América em 2010. Eu estava lá em 2016. Sofri em 2017 e vou estar lá em 2018, torcendo até o último fio de esperança por mais um feito inédito do Clube do Povo: ser o primeiro campeão brasileiro vindo da Série B no ano anterior. Não sei vocês, mas eu decidi acreditar até o final.

Vamo, Inter!

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