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Matheus Cabral: “Até onde a Roma pode chegar?”

Pela segunda vez na história, a Roma vai à semifinal da Champions League, após eliminar um dos favoritos ao título, o Barcelona

Foto: divulgação, AS Roma

A Roma é um time a ser batido na Champions. Não por sua superioridade técnica, talentos individuais ou um histórico de grandes títulos. Mas, sem sombra de dúvidas, o trunfo contra o Barcelona prova que o time Gialorossi não está na principal competição europeia a passeio.

Após perder o primeiro jogo nas quartas de final para o clube catalão, o time comandado por Eusébio Di Francesco conseguiu reverter o revés no Camp Nou e fez história. Nem o mais otimista torcedor da Roma poderia acreditar que, após sofrer 4 a 1 da equipe espanhola, teria a façanha de aplicar, dentro do Estádio Olímpico, incríveis três gols contra um dos fortes candidatos ao título da liga.

Com um elenco recheados de craques, os Culés viviam uma fase excepcional na La Liga, estando invictos a 37 rodadas na competição, enquanto a Roma cobiçava apenas a quarta colocação da Série A.

Mas com um time aguerrido, intrépido e destemido, a Roma viu na força coletiva e no faro implacável de Dzëko, que fez o gol de honra fora de casa – gol fundamental para o jogo de volta -, alcançar o placar que levaria a equipe para as semifinais da Champions, feito este que não acontecia há 34 anos.

Com a surpreendente eliminação, os jornais espanhóis detonaram a queda do clube catalão, então favorito tanto no confronto direto quanto ao título. O jornal Marca, da Espanha, escreveu em seu site: “Seguramente, é o maior ridículo do Barcelona na história da Champions”, além de ter colocado na sua capa do periódico a chamada “Fracasso sem desculpas”.

O próximo confronto é da sensação da temporada, Liverpool, que tem como principal nome o Mohammed Salah, artilheiro da Premier League e do The Reds no torneio com 8 gols. Além do egípcio, o brasileiro Roberto Firmino vive ótima fase. Pela Champions, o atacante tem 8 gols em 10 jogos pela competição. Outro destaque é o senegalês Sadio Mané. O meia-atacante ganhou a titularidade na equipe após a saída de Phillipe Coutinho e, em 8 partidas, já soma 7 gols na liga. O trio ofensivo do Liverpool tem 82 gols nesta temporada.

Já o time italiano conta com a estrela brasileira Alisson, que vem despertando interesse de grandes clubes da Europa, como Real Madrid e PSG. Além do arqueiro brasileiro, outro símbolo do clube romano é o belga Nainggolan, principal referência técnica da equipe. Outro jogador importante é o atacante bósnio Dzëko, com passagens por Manchester City e Wolfsburg, sendo o principal nome da Roma nas duas partidas contra o Barcelona, marcando, inclusive, gols nos dois confrontos, ajudando diretamente a equipe italiana à classificação. Já De Rossi é o líder e ícone em campo. Formado nas categorias de base do clube, o volante está na equipe titular da Roma desde 2001, assumiu a braçadeira de capitão deixada por Totti e é um dos ídolos da história dos Lupi.

A história está sendo feita. A Roma chegou onde os maiores ídolos da equipe, como Totti, Aldair, Tommasi e Montella nunca chegaram. Um dos caminhos mais árduos já foi eximido: eliminaram os espanhóis e só restam mais dois duelos. Quem é de Roma, não é de perder a batalha. A Roma está guarnecida. A história romana todo mundo já sabe. E a guerra há de continuar.

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