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Matheus Cabral: “Grazie, Gigi!”

Após 17 anos, Gianlugi Buffon se despede da Juventus com título da Série A italiana

Foto: reprodução, Instagram

É totalmente lancinante quando os ciclos chegam ao fim. Ainda mais quando é um ciclo vencedor como o de Gianlugi Buffon, que deixa a Juventus após 17 anos no clube italiano.

Contratado do Parma em 2001 por € 52 milhões – ainda sendo o goleiro mais caro da história do futebol -, Buffon se tornou símbolo de uma Juventus vitoriosa, levantando 9 troféus de Série A italiana, 4 Copas Itália e 5 Supercopas Itália, além de ser o italiano com maior número de títulos na história.

O que poderia ser uma infâmia na carreira de Buffon, se tornou idolatria aos torcedores da Juve. Após escândalo de manipulação de resultados na temporada 04/05, a Juventus foi rebaixada no ano seguinte à Série B Italiana. Entre os jogadores remanescentes estão Nedved, Del Piero e o próprio Buffon, que fizeram o clube subir à elite do futebol italiano.

No mesmo ano que em foi rebaixado com a Juventus, Gigi foi tetracampeão mundial pela Itália em 2006, sendo um dos destaques da equipe e premiado como melhor goleiro do torneio. Após o fracasso da Azzura em não se classificar para a Copa do Mundo da Rússia, Buffon anunciou sua aposentadoria, porém voltou atrás da decisão e atuou nas duas últimas partidas da Itália, em amistosos contra Argentina e Inglaterra. Com 176 participações, é o recordista de partidas pela seleção italiana, sendo convocando desde 1997 e titular absoluto das metas italianas desde a Copa de 2002.

Com um currículo vasto como o de Buffon – inteiramente ligado à Juventus -, só nos resta saudar a história de um grande jogador, um impecável goleiro e um exímio símbolo de um time, que viveu os bons e os maus momentos da equipe.

Hoje Buffon fez sua última partida pela Velha Senhora da maneira que merece: com vitória e levantando mais um scudetto italiano. Com 657 partidas pela camisa bianconera, Gigi está atrás apenas de Alessandro Del Piero como atleta que mais vestiu a camisa do clube italiano.

O fim de uma era se encerra hoje. Não poderei vê-lo novamente vestindo a camisa da Juventus e o aclamando por ser o maior goleiro que vi jogar, fazendo mais uma bela partida pelo clube que o referenciou todos esses anos. Mas sou grato a tudo que ele representou aos amantes do futebol em geral e aos admiradores dessa posição árdua, que são os goleiros.

Que tenham mais jogadores que digam: “A Juve é uma família. Minha família. E eu nunca vou deixar de amá-la, respeitá-la e chama-lá de casa. Porque ela me deu muito. Tudo. Certamente muito mais que eu fiz por ela”, que honrem e vestam, de corpo e alma, a camisa de um clube que tanto os deu alegria.

Meu herói não usa capa, usa luvas. Por todas as alegrias vividas nestes 25 anos que tenho de vida, eu apenas digo: Grazzi, Gigi! Foi bom demais vê-lo em campo.

Qual a sua opinião?

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