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Matheus Cabral: “Quem é de Roma não é de se acovardar”

Para a equipe italiana chegar à final da Champions League, o time comandado por Eusébio Di Francesco precisa alterar seu comportamento tático diante o Liverpool

Foto: divulgação, AS Roma

No Tá na Súmula desta terça-feira (24) proferi esta frase (acompanhe aqui). E, de fato, a Roma continua com condições suficientes de provar que o sonho permanece vivo. Apenas a batalha foi perdida, mas a guerra ainda continua. E o palco desse espetáculo será motivador: Estádio Olímpico de Roma, o mesmo lugar onde os Gialorossis garantiram a vitória histórica em cima do Barcelona, pelas quartas de final da Champions League.

A equipe comandada Eusébio Di Francesco chegou a estar perdendo por 5 gols de diferença. Entretanto, o time italiano conseguiu anotar 2 gols e levar para casa a diferença de 3 gols para se classificar à final da competição. Situação difícil? Bastante, ainda mais tratando-se de um time em grande ascendência como o Liverpool, alicerçada pela excelente fase de Salah, junto ao poderio de ataque dos The Reds composto por Mané e Firmino.

Em um primeiro tempo apático, com proposta de jogo compactada e de marcação em linhas altas, a Roma foi sucumbida pelas jogadas de transições vertiginosas do ataque do time inglês e acabou sendo goleado logo no começo do segundo tempo.

Após garantir – com folga – um placar suficiente, o Liverpool acabou distendendo-se e, após duas investidas, a Roma conseguiu explorar suas chances com êxito: em lançamento de Nainggolan, Dzëko aproveitou o vacilo da zaga do Liverpool e finalizou contra o patrimônio de Karius. Em seguida, a equipe fechou o placar com Perrotti, após o árbitro da partida assinalar pênalti em chute de Nainggolan em cima de Milner.

Para próxima partida, a Roma tem que mudar abruptamente o seu sistema de jogo, dispôr de uma tática mais ofensiva, não dando margem para os contra-ataques rápidos do Liverpool. Além disso, o fator local favorece para que o resultado seja revertido mais facilmente. O único estorvo é que o time italiano não abdique do resguardo defensivo e abandone de vez seu plano de não tomar gol, pois, com isso, o revés será mais árduo de alcançar. E contar com faro de gol de Dzëko, jogador fundamental nos últimos jogos da Roma na competição, contribuindo  para que o time tenha chegado nesta etapa da liga.

O atalho para a conquista da classificação é o mesmo da batalha anterior, basta a Roma saber guerrilhar para conseguir chegar à final da maior liga europeia do futebol. Para isso, precisam aperfeiçoar as estratégias para obter a tão sonhada classificação aos torcedores Lupis, pois já diria o imperador romano Júlio César: “não existe nada tão difícil que não seja vencível”.

Qual a sua opinião?

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