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🗞 Eduardo Jenisch

Não gosto de botar o Brasileirão fora

Renato Portaluppi é o pai de todos e está aliado ao SAP, fisiologia, preparação física, ONU, a Nasa, o Papa, mas sigo discordando da forma como o Grêmio está encarando o Campeonato Brasileiro. Nunca irei reclamar dos pontos perdidos com o time titular ou até mesmo com o time misto, mas quando se entra em alguns jogos poupando todos os titulares, e em alguns casos, poupando até os reservas, o recado do planejamento me parece bem claro: estamos abdicando destes pontos.

E, em um dos campeonatos mais competitivos do mundo, abrir mão de pontos é abdicar da luta pelo título. O Grêmio não ganha o Brasileirão desde 1996, e na fórmula de pontos corridos, ficará ainda mais complicado times de fora do eixo RJ/SP conquistarem o título. Tem a questão financeira, a discrepância nas cotas de televisão, nas cotas de patrocínio, nos elencos. Tudo é feito para o Brasileirão ficar sempre entre Rio de Janeiro ou São Paulo.

O Grêmio vive um momento raro se consideramos os últimos 20 anos. Está forte financeiramente, mantém a base do time faz quatro anos, tem técnico competente, três ou quatro talentos que desequilibram e o modelo de jogo baseado no toque de bola que é o melhor futebol jogado na América Latina. Quando completo. Essa é a receita perfeita para ser campeão brasileiro nos pontos corridos, que, invariavelmente, premiará o melhor.

O cavalo do Brasileirão está passando encilhado para o Grêmio nos últimos anos, mas parece que o clube não quer montar. Quem muito desperdiça lá na frente vai lembrar dos campeonatos que teve na mão e desdenhou. Que fique claro, não sou contra poupar no Brasileirão, mas que seja com time misto, mesclando titulares e reservas, para seguir pontuando sempre que possível.

É preciso manter o líder sempre ao nosso alcance para no final poder dar a arrancada rumo ao título ou até mesmo, em caso de tragédia nas Copas, ainda dar tempo de buscar o Brasileirão. Discordo deste raciocínio de que, com menos jogos, a facilidade é maior. As Copas são muito mais imprevisíveis que os pontos corridos. Muito mais. Em 38 rodadas, a lógica prevalece na maior parte dos casos. Ou seja, se o Grêmio quiser UM POUQUINHO mais, é campeão brasileiro de 2018. Ainda dá tempo de não desperdiçar.

Qual a sua opinião?

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