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🗞 Eduardo Jenisch

O que será do Grêmio após o reinado de Arthur?

Quando Arthur, fardando o manto tricolor, dava aquele giro tradicional no meio de campo, deixando todos os adversários para trás e abrindo espaços para que o modelo encantador de jogo do Grêmio fosse colocado em prática, eu sorria de felicidade e nostalgia ao mesmo tempo. De felicidade porque o gênio estava de Grêmio e esse momento, esse pequeno momento, era a consolidação de uma bela e promissora vida. De nostalgia porque, infelizmente, a realidade esmaga cruelmente os nossos sonhos.

Ela, o amor de infância/juventude já está envolvida em outro romance qualquer, e Ele, um dos mais talentosos atletas já formados no futebol brasileiro, já está envolvido com algum clube europeu qualquer. O qualquer nos rouba o destino que parecia certeiro e nos deixa atônitos, em dúvida sobre o nosso futuro. Assim como apareceu no grupo principal do Grêmio, diferenciado, talentoso, profissional, com a já famosa e absurda precisão nos passes, essa avalanche chamada Arthur nos deixa para ganhar o mundo.

Egoístas, imersos em nosso mundo particular chamado Grêmio, pensamos que ele poderia ter ficado até o final do ano, para fechar o ciclo com chave de ouro, talvez com mais conquistas. A cláusula mais importante, dita pelo nosso presidente Romildo Bolzan durante as negociações, era entregar Arthur somente no fim do ano. O jogador poderia ficar mais alguns meses no clube que o formou para o mundo e então ir para o Barcelona. Nada me tira da cabeça que era possível isso acontecer. E o craque merecia e deveria fazer a despedida na Arena lotada, de Grêmio, não de preto em uma coletiva.

Devaneios a parte, o fato é que vivemos muito e ao mesmo tempo muito pouco tempo de Arthur no Grêmio. Libertadores da América, Recopa e Gauchão, vivemos e aproveitamos cada segundo, todos os passes, os giros, as assistências, os gols, mas, especialmente, a elegância com a qual conduzia o nosso meio de campo. Certamente um dos melhores jogadores já surgidos nas Categorias de Base do Tricolor. E passou tudo, infelizmente, muito rápido.

Desfrutamos do gênio com a camisa do Grêmio, mas agora o que será de nós após o reinado de Arthur? Será que o nosso sistema de jogo baseado no toque de bola se mantém ou seremos mais incisivos? Acredito que, de uma forma ou de outra, o Tricolor seguirá sendo extremamente competitivo. Como isso se dará, Renato Portaluppi e seus comandados começam a nos responder nesta quarta-feira diante do Atlético Mineiro, na decisão, isso se o Grêmio ainda quiser ganhar o Brasileirão.

Qual a sua opinião?

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