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Alexandre Ernst: “Mais Zeca. Menos reconstrução”

Que a repercussão da fala do lateral chacoalhe o vestiário do Inter

zeca

Sabe o que mais me impressionou no discurso do Zeca para o Renato? Zeca não fala em reconstrução. Em nenhum momento. Pelo contrário. Zeca lembra dos títulos do clube, da grandeza, da história centenária, de que escolheu jogar no Inter. Há quanto não víamos um atleta falar algo do gênero? Há quanto não víamos um atleta ter a personalidade para defender o clube? Desafiar o maior ídolo do rival? Rebater as mais estapafúrdias declarações?

Nos últimos dois anos, desde o inferno da divisão que não nos pertence, ouvimos discursos cautelosos, contidos, polidos. Cuidado, zelo, palavras medidas a todo momento. Por óbvio, sabíamos das dificuldades da inédita competição, das dificuldades financeiras, dos problemas e legado deixados pela gestão do “campeão” – que voltou, mas também já foi tarde. Foi preciso um “forasteiro” chegar à cidade para desafiar a lógica atual e mostrar aos colorados que ainda há dignidade na camisa vermelha.

Zeca não se torna ídolo por conta das declarações que deu. Mas será visto de forma diferente a partir de agora. Porque a torcida colorada não quer mais ouvir a palavra reconstrução. Ela deseja suor, raça, vontade, sangue nos olhos, desejo incessante da vitória. Porque esses predicados, por óbvio que somados à organização tática e à técnica – que sabemos que temos no grupo -, nos levarão novamente aos anos de glória, aos títulos, ao tempo em que os adversários temiam entrar no Beira-Rio de Valdomiro, Claudiomiro, Falcão, Figueroa, Mauro Galvão, Fernandão, Iarley, Indio, Magrão, Bolívar…

Que a repercussão da fala de Zeca chacoalhe o vestiário do Inter, o CT do Parque Gigante, o edifício-garagem, o complexo Beira-Rio como um todo. Seja usado como preleção mental em cada atleta, dirigente, grupo político, profissional do clube. Não há reconstrução sem atitude.

Qual a sua opinião?

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